Já faz um tempo que quando me perguntam “onde posso ler você?” minha resposta é um sorriso amarelo. Depois de muito tempo de um lado para o outro na internet, é fácil perder o rumo. Pensar como expor suas ideias e passar por todas aquelas crises sobre valer a pena ou não manter um espaço online acabaram deixando minhas coisas espalhadas no vento.
Assumo que fico ressabiada de voltar a manter um blog. Quando eu tive meu primeiro blog, o conceito era bem diferente do que se vê hoje em dia. A gente comemorava quando atingia cem visualizações, a gente fazia banner especial (no paint) quando chegava a mil. Não tinha nada dessa aura profissional, mesmo nos blogs que eram profissionais. A internet era uma várzea e os blogs faziam questão de deixar isso muito exposto.
Não tenho nenhuma nostalgia do elitismo, da dificuldade de acesso, da lentidão e das quedas da internet naquele tempo. Sinto falta no entanto daquele clima de Faça Você Mesmo, onde os números e a monetização não eram a pauta do dia e os blogs tinham a função de criar comunidade e expor informação que escapava da grande mídia. Uso – e muito – as redes sociais, mas cada vez mais acredito que voltar para os blogs é o caminho para uma internet mais significativa.
Não vou escrever esse blog na neura de conseguir milhares de views, na necessidade de atingir zilhares de pessoas. Não quero entrar na lógica doida e impossível de atingir. Vou escrever este blog como uma conversa sobre meus processos criativos, um espaço para expor meus textos, um lugar onde mostrar minhas coisas e em troca, receber talvez um comentário, um link, começar conversas. Um lugar para que as pessoas possam me encontrar quando perguntarem onde podem ler mais de mim.